A responsabilidade coletiva na gestão de seus resíduos íntimos

“⁠Quando um homem planta uma árvore sabendo que nunca irá se sentar na sombra dela, ele começou a entender o sentido da vida”. (autor desconhecido)

 

O exercício da advocacia é frequentemente repleto de dramaticidade. E as situações enfrentadas por um escritório de advocacia superam a imaginação, pois na maioria das vezes refletem as dificuldades sócias, pessoais, familiares, culturais e econômica de uma sociedade.

E uma narrativa muito comum e que pretendo compartilhar com o leitor: é sobre a perda de um parceiro (a),  uma das vivências mais sofridas que alguém pode enfrentar, , frequentemente referida como a sensação de ter perdido uma parte de si, da rotina,  da segurança e dos planos futuros.

É ainda mais doloroso é perder um par que servia de suporte fundamental e organizava  a vida  administrativa, pois isso configura um tipo de “luto duplo”: lamenta-se tanto a  ausência afetiva quanto a desestruturação da segurança.

O indivíduo se sente confuso e incapaz de enfrentar os desafios burocráticos, pois sempre contou com a presença de uma pessoa que o apoiava e como a morte desse parceiro que o apoiava.

Com a morte desse parceiro (a), ele se vê desorientado(a). Essa situação é bastante frequente e a sensação de vulnerabilidade é uma reação comum. ​ Contudo, com essa conduta o sujeito acaba atraindo indivíduos com intenções negativas. A pessoa ainda não aprendeu a se defender.

Recentemente tive um caso que se assemelha muito a esse tipo de situação. Um(a) cliente perdeu o seu companheiro(a) de anos. Que o protegia de tudo.​ Com sugestão de auxílio, apareceu um familiar de outra cidade.

Assim que  encontrei a figura, percebi que ele não era uma pessoa de confiança! E ainda por cima é aquele tipo que se acha. “A cereja do bolo”.

Não satisfeito a figura decidiu se aproximar de mim. E inventou como pretexto que tinha um processo que queria me passar. Mas, como defendo a expressão popular.”O seguro morreu de velho”.​ 

Decidi dar um Google na figura, procurar  red flags(bandeira vermelha). Confirmando as minhas suspeitas, descobri que o cara estava “tão sujo quanto um pau de galinheiro”.

Quando compartilhei isso com o cliente. O tal parente começou a querer me esculachar,  me criticar, jogar os seus  ​destroços em cima de mim.

No mesmo ensejo me liga outro cliente contando que quando a  “ex-mulher leu a minha contestação,  surtou”! Completamente descompensada, virado no Jiraya. “Soltando fumaça pelas ventas”,  começou a deixar vários áudios para ele me excomungando!​

E ele queria me repassar, respondi para ele que não: nem ia me dar ao trabalho de ouvir o que ela estava dizendo. Contei para ele sobre o episódio acima e finalizei falando que não me deixo levar pela  negatividade, opiniões tóxicas e emoções descontroladas alheias.

A vida me ensinou a ter disciplina emocional:  a filtrar o que recebo a separar o que é meu e o que é do outro.  Diferenciar críticas construtivas (que ajudam a evoluir) de opiniões baseadas apenas na amargura alheia. ​

Não gasto energia com esse tipo de gente.  Foco nas pessoas que me avaliam e me  inspiram a dar o meu melhor.

Acredito que agindo assim evito carregar “lixo emocional” alheio. Afinal, carregar uma bagagem emocional pesada é muito desgastante. Atrapalha a caminhada e acaba reverberando para todos os setores da nossa vida.

Por outro lado, também temos que nos esforçar para não fazer das outras pessoas depósito d​os nossos lixo​s(emocional e comportamental)​ temos que aprender a cuidar dos​ nossos  resíduos ​, O lixo do outro é do outro. O meu lixo é meu​.

Dica muito importante📢Escolha não carregar fardos desnecesssários, ative a disposição sincera de não adicionar peso ao que possui carga própria, ative a disposição sincera de não adicionar peso ao que possui carga própria e se abra para dialogar com as possibilidades e aceitação diante das circunstâncias, Descubra a importância de viver com mais leveza

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