{"id":5096,"date":"2018-04-23T19:35:32","date_gmt":"2018-04-23T19:35:32","guid":{"rendered":"https:\/\/memoriasdeumadvogado.com\/?p=5096"},"modified":"2025-08-27T22:11:03","modified_gmt":"2025-08-27T22:11:03","slug":"sobre-o-seu-olhar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/memoriasdeumadvogado.com\/?p=5096","title":{"rendered":"Sobre o seu olhar"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"appbar\"><\/div>\n<div>\n<div id=\"rcnt\">\n<div id=\"center_col\">\n<div id=\"res\" role=\"main\">\n<div id=\"search\">\n<div data-ved=\"0ahUKEwiH7vDw4rzaAhVIzlkKHTezAiEQGggk\">\n<div id=\"ires\" data-async-context=\"query:em%20terra%20de%20egos%20quem%20ve%20o%20outro%20%C3%A9%20rei\">\n<div id=\"rso\">\n<div data-ved=\"0ahUKEwiH7vDw4rzaAhVIzlkKHTezAiEQFQgmKAAwAA\" data-hveid=\"38\">\n<blockquote>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"letter-spacing: 0.1em;\" href=\"https:\/\/www.contioutra.com\/em-terra-de-egos-quem-ve-o-outro-e-rei\/\"><span style=\"color: #808080;\">&#8220;Em terra de egos quem v\u00ea o outro \u00e9 rei.<\/span><\/a><\/span><\/h3>\n<\/blockquote>\n<p><span style=\"color: #808080;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>J\u00e1 ouvi dizer por a\u00ed que existem coisas as quais a gente n\u00e3o desaprende nunca. Andar de bicicleta \u00e9 um exemplo. Desde pequena me avisaram que se aprendi, nunca mais eu iria esquecer. \u00a0N\u00e3o \u00e9 que \u00e9 verdade? Depois de anos fiz o teste, e sim, continuei sabendo muito bem dominar aquele treco que nunca tive muita intimidade.<\/p>\n<p>E com in\u00fameras outras coisas por a\u00ed acontece o mesmo, isso \u00e9 fato.\u00a0Mas existe algo que n\u00f3s, seres humanos, estamos desaprendendo cada vez mais.\u00a0<strong>A arte de olhar para o outro<\/strong>. N\u00e3o, n\u00e3o estou falando de cobi\u00e7ar, olhar com desejo, paquerar, desejar, sentir-se instigado e atra\u00eddo.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 algo que tamb\u00e9m pode ser inclu\u00eddo naquelas \u201cin\u00fameras outras coisas\u201d que a gente, realmente, n\u00e3o esquece como se faz (risos).\u00a0Mas estou falando, meu caro, \u00e9 do olhar com pudor, carinho, respeito, sensibilidade.\u00a0A empatia est\u00e1 perdendo lugar para o ego\u00edsmo.<\/p>\n<p>A solidariedade emocional est\u00e1 sendo engolida pelo egocentrismo. O \u201cvoc\u00ea est\u00e1 bem?\u201d est\u00e1 sendo substitu\u00eddo cada vez mais pelo \u201cagora n\u00e3o, eu estou com problemas\u201d.<\/p>\n<p>A disposi\u00e7\u00e3o para, ao menos, tentar entender o outro, seja qual for a sua situa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o est\u00e1 sendo maior do que os julgamentos e condena\u00e7\u00f5es. Taparam-se os ouvidos, abriram-se as bocas descontroladamente e<strong>\u00a0viraram-se os olhares apenas para si<\/strong>. Est\u00e1 um caos!<\/p>\n<p>Em uma realidade ultraconectada, onde as din\u00e2micas das rela\u00e7\u00f5es adquiriram outra dimens\u00e3o atrav\u00e9s da tecnologia, na realidade das redes sociais, das selfies e curtidas, onde vivemos uma cultura do ver e ser visto, talvez, mais do que nunca,\u00a0<strong>a fun\u00e7\u00e3o do olhar se fa\u00e7a presente.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Mas quando digo olhar para o outro, \u00e9 olhar e ver outro ser humano<\/strong>. Quem vive, pensa e sente diferente, temos que tentar enxergar o outro longe de nossos dogmas e convic\u00e7\u00f5es,\u00a0<strong>o outro n\u00e3o \u00e9 um objeto<\/strong>\u00a0e na maioria das vezes possui fraquezas e necessidades diferentes da nossa.<\/p>\n<p>O que precisamos \u00e9 buscar um motivo que nos fa\u00e7a perder a vontade de olhar apenas para o pr\u00f3prio umbigo e levantar a cabe\u00e7a para enxergar quem est\u00e1 ao nosso lado.<\/p>\n<p>O mundo precisa desenvolver a capacidade de\u00a0sentir o que a outra pessoa sente caso estivesse na mesma situa\u00e7\u00e3o vivenciada por ela, procurando experimentar de forma objetiva e racional o que sente outro indiv\u00edduo, mas\u00a0n\u00e3o a partir da nossa perspectiva, mas\u00a0tentando pensar como ele, com as suas cren\u00e7as e\u00a0valores.<\/p>\n<p>Dito em\u00a0palavras\u00a0mais simples uma coisa pode n\u00e3o ser muito importante para n\u00f3s, no entanto, para o outro \u00e9 importante. Nesta situa\u00e7\u00e3o,\u00a0a pessoa emp\u00e1tica colocaria de lado\u00a0a sua \u201cescala de import\u00e2ncia\u201d para entender o sofrimento do outro\u00a0a partir da \u201cescala de import\u00e2ncia\u201d dele, aceitando,\u00a0compreendendo, mesmo\u00a0que se f\u00f4ssemos n\u00f3s na mesma situa\u00e7\u00e3o tiv\u00e9ssemos outro tipo de atitude.<\/p>\n<p>A base disso tudo \u00e9 respeito. Com algu\u00e9m que est\u00e1 fora pode entender e julgar o que vai ao \u00edntimo de algu\u00e9m. Como diz Caetano Veloso em uma de suas can\u00e7\u00f5es: \u201c<em><b>cada um sabe a dor e a del\u00edcia de ser\u00a0o que \u00e9\u201d.<\/b><\/em><\/p>\n<p>Porque perder a capacidade de olhar para o outro com respeito, \u00e9 perder a capacidade de ser humano. \u00a0E quando tal capacidade \u00e9 perdida, a\u00ed tudo por dentro apodrece.<\/p>\n<p>A empatia tem muitos aspectos positivos:\u00a0facilita a comunica\u00e7\u00e3o, o consolo, a resolu\u00e7\u00e3o de problemas, etc. Mas tamb\u00e9m existe outro extremo: o negativo.<\/p>\n<p>Contudo, viver continuamente \u201ccal\u00e7ando os sapatos dos outros\u201d\u00a0pode fazer com que n\u00f3s criemos uma desconex\u00e3o emocional com n\u00f3s mesmos,\u00a0o que pode nos custar muito caro.<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 muito bom praticar e treinar a a\u00e7\u00e3o mental de nos colocarmos no lugar do outro, mas sem esquecer que a outra pessoa \u00e9 que est\u00e1 naquela situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fonte= Adapta\u00e7\u00e3o do texto do desaprendendo a arte de olhar para o outro de\u00a0\u00a0Ana Luiza Santana<\/p>\n<p>Ps= Onde voc\u00ea for v\u00e1 vestido de voc\u00ea mesmo.. Afinal, o que nos faz especial \u00e9 justamente o nosso jeitinho.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 300;\">\u201cA capacidade de se colocar no lugar do outro \u00e9 uma das fun\u00e7\u00f5es mais importantes da intelig\u00eancia. Demonstra o grau de maturidade do ser humano.\u201d<\/span><\/p>\n<p>-A. Cury<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<header>\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">A IMPORT\u00c2NCIA DO OLHAR DO OUTRO E DO OLHAR PARA O OUTRO<\/span><\/h1>\n<\/header>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A filosofia cuidou durante muitos s\u00e9culos de descrever um m\u00e9todo do conhecimento. O homem punha-se diante do objeto e procurava conhec\u00ea-lo, j\u00e1 que isto se daria atrav\u00e9s do conhecimento das causas da gera\u00e7\u00e3o do objeto. Ent\u00e3o conhecer o objeto significava poder descrev\u00ea-lo. Descarte criou o seu m\u00e9todo. Um caminho para obter o conhecimento sobre algo, e com isto influenciou a humanidade toda na forma de pensamento, porque todo o pensamente ocidental ficou contaminado com uma forma de conhecer que foi concebida em rela\u00e7\u00e3o ao objeto. A quest\u00e3o \u00e9 que a humanidade incorporou na educa\u00e7\u00e3o e na forma\u00e7\u00e3o das pessoas este m\u00e9todo, ao mesmo tempo que n\u00e3o criou um m\u00e9todo espec\u00edfico para conhecer o OUTRO, e influenciados pela for\u00e7a do pensamento de Descartes, acabamos tomando este m\u00e9todo como forma de conhecimento do outro. Quando isto ocorre, como diz Sartre, nada mais fazemos que &#8220;objetivar&#8221; o OUTRO j\u00e1 que n\u00e3o temos um m\u00e9todo para conhecer o outro enquanto sujeito do seu pr\u00f3prio Eu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu Olho o outro e o Outro me Olha. O tornar-me SER existe apenas em mim. Ou seja, toda a filosofia do SER baseou-se sempre em encontrar o ser em n\u00f3s mesmos, como uma forma ego\u00edsta e acabamos esquecendo que dentro do OUTRO h\u00e1 algo que ele chama de EU ( o seu SER). Assim cada vez que olho para o OUTRO eu o objeto e vice-versa, porque n\u00e3o sei do Eu do Outro e este n\u00e3o conhece o meu Eu.O Ser nunca \u00e9. Est\u00e1 sempre em transforma\u00e7\u00e3o e no processo de interioriza\u00e7\u00e3o. Percorrendo o processo do devir (busca eterna pelo Ser) e criando suas imagens e seus mundos atrav\u00e9s de seus atos de escolha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pois bem, quando eu conhe\u00e7o o objeto eu utilizo o m\u00e9todo, indu\u00e7\u00e3o, dedu\u00e7\u00e3o, s\u00edntese etc. mas, qual \u00e9 o m\u00e9todo para conhecer o outro? E qual \u00e9 o m\u00e9todo que o outro utiliza ao (tentar) me conhecer?\u00c9 preciso relacionar-me com ele e tentar expressar com o desconto da dist\u00e2ncia que jamais deixar\u00e1 de existir[1]. Quanto mais distante eu olho o outro, mais o outro \u00e9 objeto. Explico: quando vou ao banco e olho o gerente do Banco, que nunca conhe\u00e7o, eu tento eliminar a &#8220;dist\u00e2ncia&#8221; que existe entre eu e este outro que \u00e9 o Gerente do Banco. J\u00e1 a pessoa que est\u00e1 \u00e0 minha frente, na fila, eu aumento a minha dist\u00e2ncia entre ele e eu, e com isto vou transform\u00e1-lo em objeto cada vez mais. Ou seja, com o Gerente do Banco, (que \u00e9 um &#8220;outro&#8221;) vou relacionar-me com ele tentando dar o maior desconto poss\u00edvel da dist\u00e2ncia, enquanto com o homem da fila n\u00e3o darei desconto algum, porque o meu interesse \u00e9 diferente, como explicaremos mais adiante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A preocupa\u00e7\u00e3o com o conhecimento do &#8220;outro&#8221; passa pelo olhar. No momento que olho, eu objeto o meu alvo de conhecer e o descrevo a partir do olhar e somente este momento ser\u00e1 essencial para eu descrev\u00ea-lo caso eu n\u00e3o escolher conviver e amenizar a dist\u00e2ncia que separa o meu eu daquele eu. Vejam o exemplo do Gerente do Banco e o Homem da Fila.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A coisa ficaria bem mais resolvida se compreend\u00eassemos que o OUTRO, ser\u00e1 sempre algu\u00e9m que tem dentro de si algo que ele chama de EU. Ele tem no seu pensamento algo que ele chama de SER e tem um caminho que chama de DEVIR. Ou seja, sempre que eu considerasse que o Outro \u00e9 um EU ( nunca um algu\u00e9m) eu procuraria conhec\u00ea-lo, e o meu olhar n\u00e3o seria apenas um momento e sim um come\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Sartre, quando eu olho o &#8220;outro&#8221; minha apreens\u00e3o significa o &#8220;outro&#8217; como objeto sem sair dos limites da probabilidade e por causa desta probabilidade mesmo, remete por ess\u00eancia. Ent\u00e3o quando eu fa\u00e7o isto, h\u00e1 uma capta\u00e7\u00e3o fundamental do outro, na qual este j\u00e1 n\u00e3o ir\u00e1 revelar-se a mim mais como objeto e sim como presen\u00e7a em pessoa[2]. \u00c9 necess\u00e1rio melhorar esta percep\u00e7\u00e3o banal do outro e ir de encontro do seu eu. Veja quando eu melhoro esta percep\u00e7\u00e3o banal do &#8220;outro&#8221; eu desconto a dist\u00e2ncia e olho para dentro do seu Eu, fugindo do m\u00e9todo e interajo, reajo, intercedo, ou\u00e7o, falo, compreendo, n\u00e3o rotulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tzetevan Todorov, conta em sua epop\u00e9ia da &#8220;descoberta da Am\u00e9rica[3]&#8221; que Cristov\u00e3o Colombo quando aportou em terras Americanas ignorou o &#8220;outro&#8221; americano tomando-o como \u00edndio (n\u00e3o encurtando a dist\u00e2ncia). A passagem mais intrigante se d\u00e1 quando ele escreve uma carta para a rainha contando que enquanto ele discursava na areia da praia os \u00edndios festejavam e se alegravam com suas palavras. Na realidade, como Colombo ignorou o outro, n\u00e3o quis saber de sua l\u00edngua e de sua cultura, enquanto ele falava, na realidade os \u00edndios cantavam os c\u00e2nticos lit\u00fargicos do canibalismo que antecedia o ataque canibal \u00e0 nau de Colombo. \u00c9 um dos melhores exemplos da Literatura em que Colombo simplesmente tomou o outro como objeto, e o seu Olhar ao outro ( o \u00edndio) capturou-o como de maneira fundamental, sem encurtar a dist\u00e2ncia sem imaginar que em cada qual daqueles \u00edndios havia algo que cada qual chama de EU.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Fundamental seria compreender o que somos e conceber o outro, n\u00e3o apenas pelo olhar, mas, &#8220;a partir do olhar&#8221; e que o outro est\u00e1 em n\u00f3s para o outro e o outro no outro para n\u00f3s, e que o conhecimento de ambos se dar\u00e1 apenas com o conhecimento e do contr\u00e1rio o que haver\u00e1 \u00e9 trai\u00e7\u00e3o, rotula\u00e7\u00e3o e objetiva\u00e7\u00e3o, porque o olhar \u00e9 apenas o momento e n\u00e3o a capta\u00e7\u00e3o do devir. Porque enquanto o outro \u00e9 para mim, um objeto prov\u00e1vel, tamb\u00e9m s\u00f3 posso descobrir-me no processo de me tornar objeto prov\u00e1vel para um sujeito certo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O &#8220;Ser-visto-pelo-outro&#8221; \u00e9 a verdade do &#8220;ver-o-outro&#8221;. Todo olhar endere\u00e7ado a mim, manifesta-se em conex\u00e3o com a apari\u00e7\u00e3o de uma forma sens\u00edvel em nosso campo perceptivo, mas, ao contr\u00e1rio do que se possa crer, n\u00e3o est\u00e1 vinculado a qualquer forma determinada[4]. O que \u00e9 preciso olhar \u00e9 o Ser e n\u00e3o a imagem do Ser. E se ainda formos mais adeptos de Sartre,precisamos captar o Devir, aquele caminho de interioriza\u00e7\u00e3o o qual \u00e9 percorrido pelo sujeito, na tentativa do SER. O olhar capta a imagem e n\u00e3o a ess\u00eancia da imagem, o olhar, capta tudo o que est\u00e1 na tela, mas, jamais o que \u00e9 a tela. Uma tela n\u00e3o \u00e9 nada mais que um apanhado de materiais, tintas e outros elementos. Uma tela n\u00e3o \u00e9 o artista \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o daquilo. O meu Ser tem que ser o meu ser e n\u00e3o a imagem do meu ser, n\u00e3o se pode interpretar o outro na e pela liberdade do olhar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cada olhar, cada compreender, deve pressupor o desconto da dist\u00e2ncia que h\u00e1 entre Eu e o Outro que olhar. Entre o outro que olha e Eu que sou olhado. A palavra talvez seja, &#8220;tornar-se&#8221; na rela\u00e7\u00e3o, etornar o outro um &#8220;Ser na Rela\u00e7\u00e3o&#8221; e nunca um objeto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Francisco de Assis e Silva<\/p>\n<p><span style=\"color: #3366ff;\">https:\/\/blog.fritzdobbert.com.br\/pianistas\/sonata-ao-luar-de-beethoven\/<\/span><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Natiruts - P\u00e9rola Negra (Natiruts Ac\u00fastico Ao Vivo no Rio de Janeiro) ft. 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