{"id":10030,"date":"2020-08-30T21:46:15","date_gmt":"2020-08-30T21:46:15","guid":{"rendered":"https:\/\/memoriasdeumadvogado.com\/?p=10030"},"modified":"2022-05-12T22:04:31","modified_gmt":"2022-05-12T22:04:31","slug":"o-coracao-delator","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/memoriasdeumadvogado.com\/?p=10030","title":{"rendered":"O cora\u00e7\u00e3o delator"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/images-na.ssl-images-amazon.com\/images\/I\/7148Bl69S0L._SY400_.png\" alt=\"Som de Cora\u00e7\u00e3o Batendo Livre: Amazon.com.br: Amazon Appstore\" \/><\/p>\n<blockquote>\n<p id=\"NTIyMjQ2\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #888888;\">Nota inicial<span style=\"color: #ff0000;\">&#x2665;<\/span>\u00a0A palavra coragem \u00e9 muito interessante. Ela vem da raiz latina cor, que significa &#8220;cora\u00e7\u00e3o&#8221;. Portanto, ser corajoso significa viver com o c<span style=\"color: #ff0000;\">&#x2665;<\/span>ra\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 verdade! Nervoso, muito, muito nervoso mesmo eu estive e estou; mas por que voc\u00ea\u00a0<i>vai<\/i>\u00a0dizer que estou louco? A doen\u00e7a exacerbou meus sentidos, n\u00e3o os destruiu, n\u00e3o os embotou. Mais que os outros estava agu\u00e7ado o sentido da audi\u00e7\u00e3o. Ouvi todas as coisas no c\u00e9u e na terra. Ouvi muitas coisas no inferno. Como ent\u00e3o posso estar louco? Preste aten\u00e7\u00e3o! E observe com que sanidade, com que calma, posso lhe contar toda a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 imposs\u00edvel saber como a id\u00e9ia penetrou pela primeira vez no meu c\u00e9rebro, mas, uma vez concebida, ela me atormentou dia e noite. Objetivo n\u00e3o havia. Paix\u00e3o n\u00e3o havia. Eu gostava do velho. Ele nunca me fez mal. Ele nunca me insultou. Seu ouro eu n\u00e3o desejava. Acho que era seu olho! \u00c9, era isso! Um de seus olhos parecia o de um abutre &#8211; um olho azul claro coberto por um v\u00e9u. Sempre que ca\u00eda sobre mim o meu sangue gelava, e ent\u00e3o pouco a pouco, bem devagar, tomei a decis\u00e3o de tirar a vida do velho, e com isso me livrar do olho, para sempre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora esse \u00e9 o ponto. O senhor acha que sou louco. Homens loucos de nada sabem. Mas deveria ter-me visto. Deveria ter visto com que sensatez eu agi \u2014 com que precau\u00e7\u00e3o \u2014, com que prud\u00eancia, com que dissimula\u00e7\u00e3o, pus m\u00e3os \u00e0 obra! Nunca fui t\u00e3o gentil com o velho como durante toda a semana antes de mat\u00e1-lo. E todas as noites, por volta de meia-noite, eu girava o trinco da sua porta e a abria, ah, com tanta delicadeza! E ent\u00e3o, quando tinha conseguido uma abertura suficiente para minha cabe\u00e7a, punha l\u00e1 dentro uma lanterna furta-fogo bem fechada, fechada para que nenhuma luz brilhasse, e ent\u00e3o eu passava a cabe\u00e7a. Ah! o senhor teria rido se visse com que habilidade eu a passava. Eu a movia devagar, muito, muito devagar, para n\u00e3o perturbar o sono do velho. Levava uma hora para passar a cabe\u00e7a toda pela abertura, o mais \u00e0 frente poss\u00edvel, para que pudesse v\u00ea-lo deitado em sua cama. Aha! Teria um louco sido assim t\u00e3o esperto? E ent\u00e3o, quando minha cabe\u00e7a estava bem dentro do quarto, eu abria a lanterna com cuidado \u2014 ah!, com tanto cuidado! \u2014, com cuidado (porque a dobradi\u00e7a rangia), eu a abria s\u00f3 o suficiente para que um raiozinho fino de luz ca\u00edsse sobre o olho do abutre. E fiz isso por sete longas noites, todas as noites \u00e0 meia-noite em ponto, mas eu sempre encontrava o olho fechado, e ent\u00e3o era imposs\u00edvel fazer o trabalho, porque n\u00e3o era o velho que me exasperava, e sim seu Olho Maligno. E todas as manh\u00e3s, quando o dia raiava, eu entrava corajosamente no quarto e falava Com ele cheio de coragem, chamando-o pelo nome em tom cordial e perguntando como tinha passado a noite. Ent\u00e3o, o senhor v\u00ea que ele teria que ter sido, na verdade, um velho muito astuto, para suspeitar que todas as noites, \u00e0 meia-noite em ponto, eu o observava enquanto dormia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na oitava noite, eu tomei um cuidado ainda maior ao abrir a porta. O ponteiro de minutos de um rel\u00f3gio se move mais depressa do que ent\u00e3o a minha m\u00e3o. Nunca antes daquela noite eu sentira a extens\u00e3o de meus pr\u00f3prios poderes, de minha sagacidade. Eu mal conseguia conter meu sentimento de triunfo. Pensar que l\u00e1 estava eu, abrindo pouco a pouco a porta, e ele sequer suspeitava de meus atos ou pensamentos secretos. Cheguei a rir com essa id\u00e9ia, e ele talvez tenha ouvido, porque de repente se mexeu na cama como num sobressalto. Agora o senhor pode pensar que eu recuei \u2014 mas n\u00e3o. Seu quarto estava preto como breu com aquela escurid\u00e3o espessa (porque as venezianas estavam bem fechadas, de medo de ladr\u00f5es) e ent\u00e3o eu soube que ele n\u00e3o poderia ver a porta sendo aberta e continuei a empurr\u00e1-la mais, e mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Minha cabe\u00e7a estava dentro e eu quase abrindo a lanterna quando meu polegar deslizou sobre a ling\u00fceta de metal e o velho deu um pulo na cama, gritando:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Quem est\u00e1 a\u00ed?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fiquei im\u00f3vel e em sil\u00eancio. Por uma hora inteira n\u00e3o movi um m\u00fasculo, e durante esse tempo n\u00e3o o ouvi se deitar. Ele continuava sentado na cama, ouvindo bem como eu havia feito noite ap\u00f3s noite prestando aten\u00e7\u00e3o aos rel\u00f3gios f\u00fanebres na parede.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse instante, ouvi um leve gemido, e eu soube que era o gemido do terror mortal. N\u00e3o era um gemido de dor ou de tristeza \u2014 ah, n\u00e3o! era o som fraco e abafado que sobe do fundo da alma quando sobrecarregada de terror. Eu conhecia bem aquele som. Muitas noites, \u00e0 meia-noite em ponto, ele brotara de meu pr\u00f3prio peito, aprofundando, com seu eco pavoroso, os terrores que me perturbavam. Digo que os conhecia bem. Eu sabia o que sentia o velho e me apiedava dele embora risse por dentro. Eu sabia que ele estivera desperto, desde o primeiro barulhinho, quando se virara na cama. Seus medos foram desde ent\u00e3o crescendo dentro dele. Ele estivera tentando fazer de conta que eram infundados, mas n\u00e3o conseguira. Dissera consigo mesmo: &#8220;Isto n\u00e3o passa do vento na chamin\u00e9; \u00e9 apenas um camundongo andando pelo ch\u00e3o&#8221;, ou &#8220;\u00c9 s\u00f3 um grilo cricrilando um pouco&#8221;. \u00c9, ele estivera tentando confortar-se com tais suposi\u00e7\u00f5es; mas descobrira ser tudo em v\u00e3o.\u00a0<i>Tudo em v\u00e3o<\/i>, porque a Morte ao se aproximar o atacara de frente com sua sombra negra e com ela envolvera a v\u00edtima. E a f\u00fanebre influ\u00eancia da despercebida sombra fizera com que sentisse, ainda que n\u00e3o visse ou ouvisse, sentisse a presen\u00e7a da minha cabe\u00e7a dentro do quarto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando j\u00e1 havia esperado por muito tempo e com muita paci\u00eancia sem ouvi-lo se deitar, decidi abrir uma fenda \u2014 uma fenda muito, muito pequena na lanterna. Ent\u00e3o eu a abri \u2014 o senhor n\u00e3o pode imaginar com que gestos furtivos, t\u00e3o furtivos \u2014 at\u00e9 que afinal um \u00fanico raio p\u00e1lido como o fio da aranha brotou da fenda e caiu sobre o olho do abutre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele estava aberto, muito, muito aberto, e fui ficando furioso enquanto o fitava. Eu o vi com perfeita clareza &#8211; todo de um azul fosco e coberto por um v\u00e9u medonho que enregelou at\u00e9 a medula dos meus ossos, mas era tudo o que eu podia ver do rosto ou do corpo do velho, pois dirigira o raio, como por instinto, exatamente para o ponto maldito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E agora, eu n\u00e3o lhe disse que aquilo que o senhor tomou por loucura n\u00e3o passava de hiperagudeza dos sentidos? Agora, repito, chegou a meus ouvidos um ru\u00eddo baixo, surdo e r\u00e1pido, algo como faz um rel\u00f3gio quando envolto em algod\u00e3o. Eu tamb\u00e9m conhecia bem aquele som. Eram as batidas do cora\u00e7\u00e3o do velho. Aquilo aumentou a minha f\u00faria, como o bater do tambor instiga a coragem do soldado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas mesmo ent\u00e3o eu me contive e continuei im\u00f3vel. Quase n\u00e3o respirava. Segurava im\u00f3vel a lanterna. Tentei ao m\u00e1ximo poss\u00edvel manter o raio sobre o olho. Enquanto isso, aumentava o diab\u00f3lico tamborilar do cora\u00e7\u00e3o. Ficava a cada instante mais e mais r\u00e1pido, mais e mais alto. O terror do velho deve ter sido extremo. Ficava mais alto, estou dizendo, mais alto a cada instante! \u2014 est\u00e1 me entendendo? Eu lhe disse que estou nervoso: estou mesmo. E agora, altas horas da noite, em meio ao sil\u00eancio pavoroso dessa casa velha, um ru\u00eddo t\u00e3o estranho quanto esse me levou ao terror incontrol\u00e1vel. Ainda assim por mais alguns minutos me contive e continuei im\u00f3vel. Mas as batidas ficaram mais altas, mais altas! Achei que o cora\u00e7\u00e3o iria explodir. E agora uma nova ansiedade tomava conta de mim \u2014 o som seria ouvido por um vizinho! Chegara a hora do velho! Com um berro, abri por completo a lanterna e saltei para dentro do quarto. Ele deu um grito agudo \u2014 um s\u00f3. Num instante, arrastei-o para o ch\u00e3o e derrubei sobre ele a cama pesada. Ent\u00e3o sorri contente, ao ver meu ato t\u00e3o adiantado. Mas por muitos minutos o cora\u00e7\u00e3o bateu com um som amortecido. Aquilo, entretanto, n\u00e3o me exasperou; n\u00e3o seria ouvido atrav\u00e9s da parede. Por fim, cessou. O velho estava morto. Afastei a cama e examinei o cad\u00e1ver. \u00c9, estava morto, bem morto. Pus a m\u00e3o sobre seu cora\u00e7\u00e3o e a mantive ali por muitos minutos. N\u00e3o havia pulsa\u00e7\u00e3o. Ele estava bem morto. Seu olho n\u00e3o me perturbaria mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se ainda me acha louco, n\u00e3o mais pensar\u00e1 assim quando eu descrever as sensatas precau\u00e7\u00f5es que tomei para ocultar o corpo. A noite avan\u00e7ava, e trabalhei depressa, mas em sil\u00eancio. Antes de tudo desmembrei o cad\u00e1ver. Separei a cabe\u00e7a, os bra\u00e7os e as pernas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Arranquei tr\u00eas t\u00e1buas do assoalho do quarto e depositei tudo entre as vigas. Recoloquei ent\u00e3o as pranchas com tanta habilidade e ast\u00facia que nenhum olho humano \u2014 nem mesmo o dele \u2014 poderia detectar algo de errado. Nada havia a ser lavado \u2014 nenhuma mancha de qualquer tipo \u2014 nenhuma marca de sangue. Eu fora muito cauteloso. Uma tina absorvera tudo &#8211; ha! ha!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando terminei todo aquele trabalho, eram quatro horas \u2014 ainda t\u00e3o escuro quanto \u00e0 meia-noite.<br \/>\nQuando o sino deu as horas, houve uma batida \u00e0 porta da rua. Desci para abrir com o cora\u00e7\u00e3o leve \u2014 pois o que tinha agora a temer? Entraram tr\u00eas homens, que se apresentaram, com perfeita suavidade, como oficiais de pol\u00edcia. Um grito fora ouvido por um vizinho durante a noite; suspeitas de trai\u00e7\u00e3o haviam sido levantadas; uma queixa fora apresentada \u00e0 delegacia e eles (os policiais) haviam sido encarregados de examinar o local.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sorri \u2014 pois o que tinha a temer? Dei as boas-vindas aos senhores. O grito, disse, fora meu, num sonho. O velho, mencionei, estava fora, no campo. Acompanhei minhas visitas por toda a casa. Incentivei-os a procurar \u2014 procurar bem. Levei-os, por fim, ao quarto dele. Mostrei-lhes seus tesouros, seguro, imperturb\u00e1vel. No entusiasmo de minha confian\u00e7a, levei cadeiras para o quarto e convidei-os para ali descansarem de seus afazeres, enquanto eu mesmo, na louca aud\u00e1cia de um triunfo perfeito, instalei minha pr\u00f3pria cadeira exatamente no ponto sob o qual repousava o cad\u00e1ver da v\u00edtima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os oficiais estavam satisfeitos. Meus\u00a0<i>modos<\/i>\u00a0os haviam convencido. Eu estava bastante \u00e0 vontade. Sentaram-se e, enquanto eu respondia animado, falaram de coisas familiares. Mas, pouco depois, senti que empalidecia e desejei que se fossem. Minha cabe\u00e7a do\u00eda e me parecia sentir um zumbido nos ouvidos; mas eles continuavam sentados e continuavam a falar. O zumbido ficou mais claro \u2014 continuava e ficava mais claro: falei com mais vivacidade para me livrar da sensa\u00e7\u00e3o: mas ela continuou e se instalou \u2014 at\u00e9 que, afinal, descobri que o barulho\u00a0<i>n\u00e3o<\/i>\u00a0estava dentro de meus ouvidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem d\u00favida agora fiquei\u00a0<i>muito<\/i>\u00a0p\u00e1lido; mas falei com mais flu\u00eancia, e em voz mais alta. Mas o som crescia &#8211; e o que eu podia fazer? Era um\u00a0<i>som baixo<\/i>,\u00a0<i>surdo, r\u00e1pido \u2014 muito parecido com o som que faz um rel\u00f3gio quando envolto em algod\u00e3o<\/i>. Arfei em busca de ar, e os policiais ainda n\u00e3o o ouviam. Falei mais depressa, com mais intensidade, mas o barulho continuava a crescer. Levantei-me e discuti sobre ninharias, num tom alto e gesticulando com \u00eanfase; mas o barulho continuava a crescer. Por que eles n\u00e3o\u00a0<i>podiam<\/i>\u00a0ir embora? Andei de um lado para outro a passos largos e pesados, como se me enfurecessem as observa\u00e7\u00f5es dos homens, mas o barulho continuava a crescer. Ai meu Deus! O que eu\u00a0<i>poderia<\/i>\u00a0fazer? Espumei \u2014 vociferei \u2014 xinguei! Sacudi a cadeira na qual estivera sentado e arrastei-a pelas t\u00e1buas, mas o barulho abafava tudo e continuava a crescer. Ficou mais alto \u2014 mais alto \u2014 mais alto! E os homens ainda conversavam animadamente, e sorriam. Seria poss\u00edvel que n\u00e3o ouvissem? Deus Todo-Poderoso! \u2014 n\u00e3o, n\u00e3o? Eles ouviam! \u2014 eles suspeitavam! \u2014 eles\u00a0<i>sabiam<\/i>! &#8211; Eles estavam zombando do meu horror! \u2014 Assim pensei e assim penso. Mas qualquer coisa seria melhor do que essa agonia! Qualquer coisa seria mais toler\u00e1vel do que esse esc\u00e1rnio. Eu n\u00e3o poderia suportar por mais tempo aqueles sorrisos hip\u00f3critas! Senti que precisava gritar ou morrer! \u2014 e agora \u2014 de novo \u2014 ou\u00e7a! mais alto! mais alto! mais alto!\u00a0<i>mais alto<\/i>!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Miser\u00e1veis! \u2014 berrei \u2014 N\u00e3o disfarcem mais! Admito o que fiz! levantem as pranchas! \u2014 aqui, aqui! \u2014<span style=\"color: #000000;\"><strong> s\u00e3o as batidas do horrendo cora\u00e7\u00e3o!<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><span style=\"font-family: Arial;\">Edgar Allan Poe<\/span><\/b><\/p>\n<blockquote>\n<p id=\"NTIyMjQ2\" style=\"text-align: center;\">N\u00e3o fui o que os outros foram<br \/>\nN\u00e3o vi o que os outros viram<br \/>\nMas por isso, o que amei,<br \/>\namei sozinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Edgar Allan Poe<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.pensador.com\/img\/frase\/ed\/ga\/edgar_allan_poe_apesar_daquele_amaldicoado_tempo_meu_es_lmvr1y3.jpg\" alt=\"Apesar daquele amaldi\u00e7oado tempo, meu... Edgar Allan Poe\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ps <span style=\"color: #ff0000;\">&#x2665;<\/span>\u00a0O cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 sempre pronto para enfrentar riscos; o cora\u00e7\u00e3o \u00e9 um jogador. A cabe\u00e7a \u00e9 um homem de neg\u00f3cios. Ela sempre calcula \u2013 ela \u00e9 astuta. O c<span style=\"color: #ff6600;\">&#x2665;<\/span>ra\u00e7\u00e3o nunca calcula nada.\u00a0<span style=\"color: #808080;\"><a href=\"https:\/\/www.pensador.com\/autor\/osho\/\"><span style=\"color: #808080;\">&#8211; Osho &#8211;<\/span><\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota&#x2660;\u2060&#8221;H\u00e1 dois tipos de relacionamentos na vida: os que nos inspiram a dar o nosso melhor e os que nos destroem. Os que nos d\u00e3o paz e os que a tiram.\u00a0S\u00f3 n\u00e3o entendo porque mesmo sabendo desta diferen\u00e7a continuamos fazendo escolhas erradas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"U2 e Luciano Pavarotti - Miss Sarajevo (Legendado)\" width=\"584\" height=\"329\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8YqCMT_WCt0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota inicial&#x2665;\u00a0A palavra coragem \u00e9 muito interessante. Ela vem da raiz latina cor, que significa &#8220;cora\u00e7\u00e3o&#8221;. Portanto, ser corajoso significa viver com o c&#x2665;ra\u00e7\u00e3o. \u00c9 verdade! 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