Conflitos Existências

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 Diferença entre a cobiça e a inveja

Gosto muito de desvendar e tentar compreender os sentimentos humanos, tanto para conhecer a mim mesma, como para perceber nos outros suas reais intenções e suas verdadeiras motivações. Um dos sentimentos mais despresíveis que conheço é a inveja, pois o invejoso deseja sempre que o “outro” não seja bem sucedido e despende muita energia nisso. A vida não é capaz de propiciar prazer ao invejoso, mas tão somente o fracasso do “outro” pode fazer com que ele fique contente. Enquanto o que cobiça deseja ter o que o outro tem, o que inveja deseja raivosamente que o outro não tenha o que tem. No livro “A Cabala da Inveja” do rabino Nilton Bonder, consta um conto muito interessante entre dois homens, um que cobiçava e outro que invejava:
“O que cobiçava vivia a reclamar: “Veja quão amarga é a obra do Criador. Faz com que os merecedores não obtenham seu mérito: Por que sou pobre, enquanto aquele homem, meu inimigo e vizinho, é rico?” 
O que invejava implorava: “Eterno, não escutes suas palavras e não lhe permitas tornar-se um príncipe entre os seus.  Deixa-me morrer se ele enriquecer…”
Certa vez um anjo lhes apareceu no deserto e os chamou, dizendo: “Eis que se ouviram seus lamentos e preces. Eu vim realizar seus pedidos e isto é o que lhes ofereço: Vocês poderão pedir o que seus corações desejaram, que lhes será imediatamente concedido.  O dobro deste pedido, no entanto, será dado ao outro.  Este é o nosso acordo e não será violado.”
Aquele que cobiçava, sonhando com um pedido duplo, disse: “Você pede primeiro”.
O invejoso reagiu: “Como posso pedir algo se ao final você emergirá mais forte ou rico que eu?”
Os dois começaram a brigar, até que o invejoso exclamou: “D’us, faz a Teu servo o reverso de Tua bondade! Cega-me de um de meus olhos, e meu inimigo, portanto, dos dois. Anestesia uma de minhas mãos e duplica a medida para meu inimigo.”
Assim foi feito e os dois, cegos e inválidos, permaneceram pateticamente como exemplo de vexame e desgraça. (Berachia haNakdan).  
 
Percebe-se que o invejoso é destrutivo, tanto dele próprio, quanto do “outro”, e o “outro” é sempre alguém que ele admira.  A passagem Bíblica que melhor representa o sentimento de inveja é quando Caim mata Abel. Caim ficou transtornado porque Deus aceitou a oferenda de Abel, não simplesmente porque Deus não aceitou a dele. Ou seja, ele se desesperou não por fracassar, mas por ver o sucesso do outro!  A questão da inveja é tão grave que consta dos 10 (dez) mandamentos que não devemos cobiçar nada de nosso próximo. Portanto, se isso acontecer com você, volte ao primeiro mandamento, reconheça a justiça e a soberania divina e não tenha inveja nem cobice a porção que foi alocada ao seu vizinho! Shalom!
Fonte: smilejesuslovesyou2.blogspot.com ›

A inveja é a tristeza pela felicidade alheia. Único pecado do qual ninguém se orgulha, a inveja atravessa a realidade das pessoas.

É difícil reconhecê-la, seja em si ou no próximo. É árduo aceitá-la, seja em si ou no próximo. Ela magoa, fere, atormenta, destrói, seja quando parte de si, seja quando parte do próximo. Alguns a reconhecem com mais facilidade, aceitam-na e trabalham para evitar consequências; outros permanecem no engano, seja por vergonha de reconhecer algo tão nocivo vindo de dentro ou por não querer ser alvo de algo assim. Essa é a inveja.

Quem nunca ouviu a expressão “a inveja mata”? Na literatura judaico-cristã, vemos o relato, em que Caim mata o irmão Abel, certo? Foi por inveja!

Pessoas insistem em dizer que um pouco de inveja não faz mal. Ledo engano. Faz mal sim, e muito tanto para a pessoa que carrega esse sentimento negativo e tão destrutivo quanto para aquela que é alvo disso. A inveja mata, sim. Aniquila, aos poucos, os bons sentimentos, a alegria pela própria vida e principalmente a alegria pela felicidade alheia – sim, é possível sentir alegria pela felicidade alheia. A inveja é um sentimento que cresce e corrói. É a emoção que cega e que, assim como Caim, pode levar a consequências trágicas e irreversíveis.

O poeta italiano Dante Alighieri descreve de forma magistral esse sentimento e o destino daqueles acometidos por ele. No segundo canto da Divina Comédia, Dante define a inveja como o “amor pelos próprios bens, pervertido ao desejo de privar a outros dos seus”, e mostra que o castigo a que os invejosos estão fadados é ter seus olhos costurados com arame, justamente para que aqueles que tenham tido prazer em ver o declínio alheio fossem eternamente privados da luz.

O maior obstáculo é entender em si esse sentimento, seguido pela dificuldade em reconhecer que se é alvo de uma pessoa invejosa. A verdade é que não queremos admitir que a felicidade de alguém nos faz infeliz e não queremos que nossa felicidade seja motivo de raiva e dor para alguém; não por sermos felizes às custas do outro, na dor do outro, mas simplesmente por ter gente que não nos quer felizes.

Sugiro atenção aos próprios sentimentos e atenção a atitudes suspeitas de pessoas próximas. Mas a verdade é que, como eu disse no início, é difícil reconhecer e aceitar. Mesmo que seus instintos lhe avisem, é somente depois de uma consequência que tudo passa a fazer sentido.

Caiene Cassoli

Fonte: www.a12.com › jornalsantuario

Conheça as 5 Filhas da Inveja e Aprenda a Identificar, Superar e Proteger-se de Pessoas Invejosas

Quando o assunto é inveja são poucas as pessoas que não precisam de ajuda.

Pode-se perceber a presença deste sentimento em todas as modalidades de relações humanas: na vida social comum, nas amizades, no trabalho e até nas famílias.

A inveja é um sentimento poderoso e lidar com ela requer grande atenção e sensibilidade. Para vencê-la é necessário responder com rapidez aos seus ataques.

Neste artigo vamos investigar a inveja em profundidade: o que ela é, sua psicologia, seus “sintomas”, como superá-la e como proteger-se dela.

O Que é a Inveja?

Sócrates (469 a.C. — 399 a.C) a chamou de “a úlcera da alma” e Dante Alighieri (1265 — 1321) a descreveu em sua Divina Comédia como um ser cujos olhos estavam costurados com arame.

Essas duas referências, feitas por duas das mentes mais brilhantes que a humanidade já conheceu, servem para mostrar a feiura deste sentimento.

A palavra deriva do latim invidia – de IN, “em”, mais VEDERE, “ver”, “olhar”. O invejoso é, portanto, aquele cujo olhar não desgruda nem se distancia dos bens alheios; bens que podem ser materiais, morais ou espirituais.

Mas o que é, afinal, a inveja? Como podemos defini-la?

A definição dada pela psicologia é a seguinte:

[A inveja é] o deslocamento da energia do potencial de determinado indivíduo para a exacerbada preocupação com a satisfação e prazer de outra pessoa, geralmente íntima do sujeito em questão.

Esta definição, no entanto, deixa de fora o principal componente da inveja: a tristeza.

A inveja não é simplesmente um “deslocamento da energia” e uma “preocupação exarcebada”, ela é tristitia alienum bonum – tristeza pelo bem de outra pessoa.

Ela é o resultado da dificuldade de lidar e conviver com o sucesso alheio. É a dor causada pelo desejo não satisfeito de ter as conquistas e vantagens que outras pessoas têm.