A Lebre e a Tartaruga

“Não há atalhos para nenhum destino onde se vale a pena chegar”. – Beverly Sills

Era uma vez uma tartaruga e uma lebre que estavam discutindo sobre quem era a mais veloz.

A lebre se gabava por ser a mais veloz e tirava sarro da tartaruga por ser lenta e muito sossegada.

Cansada de tanto deboche, a tartaruga fez a lebre uma proposta:

“Aposto que consigo ganhar de você em uma corrida!”

A lebre abismada, primeiro debochou da audácia da tartaruga e depois aceitou a aposta.

Marcaram o dia, o horário e o local, e vários animais compareceram para assistir a tão esperada corrida.

Largaram. A lebre disparou na frente, mas a tartaruga não ficou abalada, continuou na disputa no seu ritmo, de maneira devagar e constante.

A lebre, no entanto, confiante em sua rapidez, acreditava que a vitória seria mais vitoriosa se deixasse a tartaruga passar a frente, pegando vantagem na corrida para então ultrapassá-la. Dessa maneira, ela poderia vencer humilhando seu oponente, a tartaruga. E assim, executou seu plano.

Como estava já muito na frente da tartaruga, a lebre parou e decidiu descansar até a tartaruga a ultrapassar. O plano era deixar a tartaruga ficar alguns metros a sua frente, para então sair em disparada, ultrapassá-la, e vencer a corrida. Então a lebre se deitou ao lado da pista, recostando-se na sombra de uma árvore, fez um lanche e sem querer, caiu no sono.

Quando a lebre acordou, já era tarde demais, pois a tartaruga estava atravessando a linha de chegada. A lebre tentou, saiu correndo em disparada, mas foi em vão pois a tartaruga chegou primeiro e venceu a corrida.

Após a vitória a tartaruga disse para a lebre:

“Apostei e ganhei! Viu como eu estava certa? Aprenda bem essa lição: quando a vitória é incerta, só a velocidade ou qualquer outro privilégio não basta, principalmente quando aliados a arrogância e negligência. Por outro lado, a disciplina e o esforço constantes, sempre te levarão aonde quer chegar. E olha que eu ainda levo minha casa nas costas!”

Baseada nas fábulas de Esopo e La Fontaine.

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Nota mental📣 Navios buscam o mar, assim como a vida necessita que naveguemos, arriscar é o sentido da existência.Temos tendência a fazer o que é fácil, seguro e cômodo, sem a intenção de romper ciclos que se repetem dia após dia.

A origem da palavra conforto vem do latim, “cumfortare”, e significa aliviar a dor ou a fadiga.É a nossa tendência de evitar medos, ansiedade ou algum tipo de desgaste. Que pode garantir um desempenho constante, porém limitado e com uma pseudo sensação de segurança.Porém, velhos caminhos não abrem novas portas… para que o novo se apresente é necessário navegar no desconhecido..

 

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