OS NINGUÉNS – dito por Eduardo Galeano

A primeira condição para modificar a realidade consiste em conhecê-la.

Eduardo Galeano

As pulgas sonham em comprar um cão, e os ninguéns com deixar a pobreza, que em algum dia mágico de sorte chova a boa sorte a cântaros; mas a boa sorte não chova ontem, nem hoje, nem amanhã, nem nunca, nem uma chuvinha cai do céu da boa sorte, por mais que os ninguéns a chamem e mesmo que a mão esquerda coce, ou se levantem com o pé direito, ou comecem o ano mudando de vassoura.

Os ninguéns: os filhos de ninguém, os dono de nada.

Os ninguéns: os nenhuns, correndo soltos, morrendo a vida, fodidos e mal pagos:
Que não são embora sejam.
Que não falam idiomas, falam dialetos.
Que não praticam religiões, praticam superstições.
Que não fazem arte, fazem artesanato.
Que não são seres humanos, são recursos humanos.
Que não tem cultura, têm folclore.
Que não têm cara, têm braços.
Que não têm nome, têm número.
Que não aparecem na história universal, aparecem nas páginas policiais da imprensa local.
Os ninguéns, que custam menos do que a bala que os mata.

Eduardo Galeano

Em “O Livro dos Abraços”.

Fonte=https://www.geledes.org.br/os-ninguens-por-eduardo-galeano/

Não importa de onde vim, mas, sim, aonde quero chegar.

Eduardo Galeano

 

A memória guardará o que valer a pena. A memória sabe de mim mais que eu; e ela não perde o que merece ser salvo.

Eduardo Galeano

Outros significados O acontecimento que provocou tantos sentimentos ruins não pode ser mudado, mas a forma como pensamos nele e, principalmente, a maneira como reagimos a essa lembrança pode e deve ser modificada.

Temos que tentar ressignificar a situação traumática, desenvolver uma nova capacidade, estratégia diferente para transformar internamente aquela situação que foi ruim mas que já ficou no passado. 

Lembrem-se “É na subida que a canela engrossa.”

Ps Esquece a multidão. Esquece a maioria.  Faça apenas o seu melhor.