O corpo e a ausência de si.

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O corpo e a ausência de si O RABI HANOCH CONTOU A seguinte história: Era uma vez um homem muito tolo. De manhã, quando despertava, tinha tanta dificuldade para encontrar suas roupas que, antes de dormir, ficava angustiado só de pensar no que teria de enfrentar de manhã. Certa noite, decidiu dar fim ao problema e com grande esforço tomou uma pena e um papel e anotou detalhadamente onde colocava cada uma das peças que retirava ao deitar-se. No dia seguinte, entusiasmado, tomou o pedaço de papel na mão e leu: chapéu… lá estava e o colocou na cabeça; calças… lá estavam e as vestiu; e assim prosseguiu até que estivesse totalmente vestido. Tudo bem, mas onde estou eu mesmo?, perguntou-se com grande consternação. Onde eu me encontro? Procurou e procurou, mas sua busca foi em vão.

Quando um lugar se torna estreito, não conseguimos controlar o mundo pelo lado de fora. Transformar o lugar estreito em amplo é preferir mudar o mundo em vez de a nós mesmos. Nessa tarefa insana, acabamos por não encontrar a nós mesmos.

O não encontro de si mesmo está na incapacidade de arcar com a transgressão. A vida de acordo com o manual, que indica a cada um de nós o que devemos fazer, é insuficiente para responder integralmente por nosso eu. Por isso mesmo as gerações passadas, que já experimentaram a vida, não podem oferecer mais do que ensinamentos para cumprir o que deve ser cumprido e desobedecer o que deve ser desobedecido.

Fonte: A Alma Imoral (Nilton Bonder)

Ps♥Fique atento à vida. faça, ouse e busque. mas acima de tudo, não ouça ninguém sem ter antes escutado o seu coração… Nilton bonder

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